Mostrando postagens com marcador MENSAGENS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MENSAGENS. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de maio de 2009

NO APOSTOLADO FEMININO

O apostolado das Mães é o serviço silencioso com o Céu, em que apenas a Sabedoria Divina pode ajuizar com exatidão.

Ser mãe é ser anjo na carne, heroína desconhecida, oculta à multidão, mas identificada pelas mãos de Deus.

Ele conhece o holocausto das mães sofredoras e desoladas e sustenta-lhes o ânimo através de processos maravilhosos de sua sabedora infinita, assim como alimenta a seiva recôndita das árvores benfeitoras.

Um instituto doméstico, em muitos casos, é cadinho purificador.

Aí dentro, as opiniões fervilham na contenda inútil das palavras, sem edificações úteis; velhos ódios surgem à tona das discussões e sentimentos, que deveriam permanecer esquecidos para sempre, aparecem à superfície das situações, embora muitas vezes imanifestos nos entendimentos verbais.

O que nos interessa, porém, é a nossa redenção.

O sacrifício é a nossa abençoada oportunidade de iluminação.

Sabemos, no entanto, que para o carinho maternal, o combate é intraduzível.

Na batalha sem sangue no coração.

No espinheiro ignorado.

Na dor que os olhos não visitam.

O devotamento feminino será sempre o manancial do conforto e da benção.

Quando se interrompe o curso dessa fonte divina, ainda mesmo temporariamente, a vida do lar sofre ameaças cruéis.

As experiências no sexo masculino conferem à alma um senso maior de liberdade ante os patrimônios da vida, e o homem sente maior dificuldade para apreciar as questões do sentimento como convém.

Para os que se confundem na enganosa claridade dos dias terrenos, a existência carnal é somente recurso a incentivar paixões e alegrias mentirosas, todavia, para quantos fixem o problema da eternidade, com a crença renovadora no altar do espírito, a romagem planetária é divino aprendizado para a redenção. O lar terreno é a antecâmara do Lar Divino, quando lhe aproveitamos as bênçãos do trabalho santificante, porque, na realidade, se o martelo e o buril são os elementos que aprimoram a pedra, a dor e o serviço são as forças que nos aperfeiçoam a alma.

Trabalhar e sofrer são talvez os maiores bens que nossa alma pode recolher nos pedregulhos da Terra.

Toda dor é renascimento, toda renúncia é elevação e toda morte é ressurreição na verdade.

O Tesouro Divino não se empobrece e, para Deus, os filhos mais ricos são aqueles que canalizaram os recursos do serviço a bem de todos, sem cristalizarem a fortuna amoedada nos cofres de ferro, que às vezes, cedo se convertem nos fantasmas de angústia além do sepulcro.

Aqui, entendemos, com clareza mais ampla, o caminho da eternidade.

Mais vale semear rosas entre espinhos para a colheita do futuro, que nos inebriarmos no presente, com as rosas efêmeras dos enganos terrestres, preparando a seara de espinhos na direção do porvir.

Não percamos o dia para que o tempo não nos desconheça.

A dificuldade é nossa benção.

Amemos, trabalhando nas sombras de hoje, a fim de que possamos penetrar em companhia do Amor , na divina luz do Amanhã.



pelo Espírito Agar, Do livro: Cartas do coração. Médium: Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 30 de março de 2009

À LUZ DO EVANGELHO

Meus amigos:
Saudando o nosso irmão presente, bem como aos demais companheiros da nossa caravana evangélica, faço-o na paz de Jesus, desejando-vos a sua luz santificadora.


Nada mais útil do que o esforço de evangelização, na atualidade, e é dentro dessa afirmativa luminosa que precisamos desenvolver todos os nossos labores e pautar todos os pensamentos e atitudes.


As transições terríveis e amargas do século têm sua origem na clamorosa incompreensão do exemplo do Cristo. O trabalho secular de organização das ciências positivas caminhou a par da estagnação dos princípios religiosos. Os absurdos contidos nas afirmações e negações de hoje são o coroamento da obra geral das ciências humanas, entre as quais, despojada de quase todos os seus aspectos magníficos da Antigüidade, vive a filosofia dentro de um negativismo transcendente. E o que se evidencia, aos amargurados dias que passam, é , de um lado, a ciência que não sabe e, de outro, a religião que não pode.


O nosso labor deve caracterizar-se totalmente pelo esforço de renovação das consciências e dos corações, à luz do Evangelho. Urge, pelos atos e pelos sentimentos, retirar da incompreensão e da má-fé todas as leis orgânicas do código divino, e aplicá-las à vida comum.


O vosso sacrifício e o vosso esforço executarão o trabalho regenerador, mas necessário é não vos preocupeis com os imperativos do tempo, divino patrimônio da existência do espírito. À força de exemplificação e apoiados nas vossas convicções sinceras, conseguireis elevadas realizações, que farão se transladem para as leis humanas as leis centrais e imperecíveis do Divino Mestre Esse o grande problema dos tempos.


Nenhuma mensagem do mundo espiritual pode ultrapassar a lição permanente e eterna do Cristo, e a questão, sempre nova, do Espiritismo é, acima de tudo evangelizar, ainda mesmo com sacrifício de outras atividades de ordem doutrinária.


A alma humana está cansada de ciência sem sabedoria e, envenenado pelo pensamento moderno, o cérebro, nas suas funções culturais, precisa ser substituído pelo coração, pela educação do sentimento.


O Evangelho e o trabalho incessante pela renovação do homem interior devem constituir a nossa causa comum. Procuremos desenvolver nesse sentido todo o nosso esforço dentro da oficina de Ismael, e teremos encontrado, para a nossa atividade, o setor de edificação sadia e duradoura.


Que Jesus abençõe os labores do nosso amigo e dos seus companheiros, que, com abnegação e renúncia, lutam pela causa do glorioso Anjo, servindo de instrumento sincero à orientação superior da sua Casa no Brasil, é a rogativa muito fervorosa do irmão e servo humilde. "Emmanuel"

Psicografada no dia 13 de maio de 1938. Dirigida a Manuel Quintão, na época Vice-Presidente da Federação Espírita Brasileira, que se achava em Pedro Leopoldo em visita ao Chico. Foi publicada pelo Reformador daquele mesmo ano ( p. 210 ) e republicada no número de maio de 1.976, da mesma revista ( p. 123 ).

Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net

domingo, 28 de dezembro de 2008

ANOTAÇÕES ESPÍRITAS


De todas as mensagens que provavelmente aguardas do Além, nenhuma delas mais expressiva que a do Cristo no Evangelho: "Ama e serve". O conhecimento superior é clarão que verte do mais alto para que te ilumines, clareando os caminhos por onde transites.

.Amar sem exigir.
.Compreender sem condenar.
.Cultivar o otimismo, no entanto, não crer que a verdade se erija em vitórias fáceis.

Unge-te de confiança, contudo, sente raciocinando, para que não raciocines sem apoio no sentimento. Indiscutivelmente o mal existe em forma de ignorância, no entanto, as vítimas do mal serão, um dia, recuperadas no BEM ETERNO. Em todas as circunstâncias, particularmente naquelas que se enunciem no desfavor de teus interesses, deixa que a caridade te inspire a benefício dos outros. Pensa na própria imortalidade e, acima de quaisquer patrimônios, prefere sempre o da consciência tranquila. Não permitas que o dia se escoe, sem que atendas, pelo menos, a um ato de bondade ou a breve aquisição de algum conhecimento nobilitante. Não levarás para o Mundo Espiritual nem as possibilidades materiais que usufruas e nem os títulos que te exornem o nome, mas sim, a vida que levas, com todo o cortejo das imagens dignas ou menos dignas, felizes ou menos felizes que hajas criado. Por isso mesmo, no Além, antes de conviveres com os outros, viverás contigo mesmo, em plena observância da Lei "a cada um por suas obras". Devotados Instrutores Espirituais não apenas te amam e te protegem, todavia esperam também por teu aperfeiçoamento, a fim de que lhes expresses no mundo a mensagem de cooperação e de amor. Valoriza a tua permanência na Terra e, cumprindo retamente todos os deveres que as circunstâncias te designam, faze o bem que possas. A vida eterna vibra em nós, agora. Movimenta-se a Terra em plenos Céus. Hoje, o grande momento. Melhoremo-nos hoje e tudo ser-nos-à melhor amanhã.

Psic: Chico Xavier
Espírito: Emmanuel

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

INDULGÊNCIA


A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências. Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, deslealdade, maledicência a instalar entrechoques. Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmo na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.

Sejamos indulgentes, Se erramos, roguemos perdão. Se outros erraram, perdoemos. O mal que desejarmos para alguém, suscitará o mal para nós amanhã. A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo. É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.

Quem não conhece as próprias imperfeições demonstra incoerência. Quem perdoa desconhece o remorso. Ódio é fogo invisível na consciência. O erro, por isso, não pede aversão, mas entendimento. O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a clemência nossa.

A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime. E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a conseqüência inevitável de toda fuga ao dever. Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar. Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da verdade.

Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe amparo. Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.

Livro: Ideal Espírita, Psic: Francisco C. Xavier - Espírito: André Luiz.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

APELO DE IRMÃ


Minhas irmãs, reine conosco a luz do Divino Mestre.

A prece é um caminho de luz, garantindo o intercâmbio do Céu com a Terra.

Através de seus fios resplandecentes é possível alimentar a obra de amor que iniciamos no mundo, razão por que aqui me vedes, contente por fazer-me sentir no círculo de tão devotadas companheiras do Espiritismo Evangélico no Brasil.

Estimaria guardar os melhores valores literários para expressar a importância que hoje atribuo, mais que nunca, ao apostolado da mulher espírita-cristã na vida moderna.

Indubitavelmente, a luta humana assume ciclópicas proporções. É imprescindível contemplá-la, de mais alto, na posição em que presentemente me vejo, para aquilatar a magnitude dos problemas gigantescos, a reclamarem equações com o Cristo de Deus.

A ambição destrutiva, a indeferença religiosa, o egoísmo desvairado e a vaidade infeliz conspiram com tamanha intensidade, na face da Terra que, infelizmente, novos conflitos de sangue se anunciam próximos, quais pesados aguaceiros de lágrimas, que só o poder da prece, com serviço e amor poderá remover. É indispensável que a mulher cristianizada se disponha a maiores sacrifícios a fim de que o reerguimento terrestre se não faça tardar. Os homens poderão decidir a batalha, inspirados por destruidores gênios do mal que lhes insinuam o sinistro propósito de hegemonia, através da dominação contra os mais fracos, entretanto, no campo dos vencidos e dos vencedores, que sempre realizam permutas de lugar nos quadros transitórios da experiência, é invariavelmente a mulher a sacerdotisa devotada que reedifica o jardim da vida, com heróico silêncio. Por que não desdobrar a nossa capacidade de construir e de amar, improvisando a medicina preventiva do bem e da luz, em todas as direções? Para isso, contudo, é imperioso ceder de nós mesmas quotas mais elevadas de entendimento e perdão. Faz-se necessário nos levantemos, não na bandeira revolucionária, que em todos os climas reclama a violência e a discórdia, com os mesmos característicos de incompreensão e ruína, mas sim na intimidade do santuário doméstico, dentro do qual o espírito de sacrifício com Jesus constituir-nos-á a bênção de cada dia.

Não cremos em milagres que não se façam precedidos de intensa preparação no trabalho justo. Não há frutos sem sementeiras adequadas. E se hoje sabemos que a vida não se extingue no sepulcro, prosseguindo, sem surpresas, além da morte, porque não converter as possibilidades evolutivas, que o mundo nos oferece, em recursos de sublimação? Permanecemos agora informadas de que o melhor para Deus é aquele que mais infinitamente concede de si mesmo a benefício do todo e que sem sacrifício não existe libertação, tanto quanto não há celeiro farto sem que a semente se confie à renúncia na cova escura e úmida.

Assim, pois, minhas irmãs, aproveitemos o Dia da Oportunidade. Vós outras, as que vos demorais no instrumento físico de que fomos alijadas, podereis edificar muito. Há crianças desamparadas, velhinhos ao abandono, mentes ignorantes e espíritos afastados da compreensão em toda parte.

Os homens, de quando a quando, combatem-se mutuamente com espadas, estabelecendo rios de sangue fratricida, no solo abençoado do Planeta, mas a mulher guerreira em silêncio, a vida inteira, exterminando a si mesma para que a vida prospere triunfante. Santifiquemo-nos nesse apostolado de renunciação e que o Senhor nos abençõe.

pelo Espírito Aura Celeste - Médium: Francisco Cândido Xavier por Espíritos Diversos. do Livro: Nosso Livro.

sábado, 8 de novembro de 2008

O GRANDE CAMINHO


O GRANDE CAMINHO
Um homem de muita fé morava num vale extenso e triste e por que assinalasse amarga e solidão, elevou-se em espírito ao Senhor e pediu-lhe, atormentado:- Benfeitor Eterno, vejo-me vencido pelo desânimo... Que fazer para melhorar o ambiente em que respiro?- Educa a terra em que foste localizado – aconselhou o Divino Orientador – Usa o alvião e o arado, a enxada e a semente e, em breve, o solo dar-te-á pão e alegria. O servo regressou e seguiu-lhe o conselho. Com o aperfeiçoamento da gleba, porém, surgiram colonos variados e as rixas explodiram, na disputa dos terrenos em torno. Alarmado, o devoto retornou ao Senhor e clamou:- Inefável Amigo, melhorada a região a que dei minha ajuda, vieram os companheiros da Humanidade e com eles chegaram inquietantes enigmas. Não mais vivo só, entretanto, as feras da posse, os dragões do ciúme, as serpentes do despeito e os monstros da inveja bramem e se arrastam junto de mim... Que fazer para o sustento da paz?- Educa os irmãos que te cercam a experiência – determinou o magnânimo interpelado, - e explica-lhes que o sol brilha para justos e injustos, que o trabalho sinceramente respeitado e bem dividido faz a riqueza de todos e que sem a cooperação fraternal o dever é um cárcere insuportável... Usa a escola e o livro, a palavra e a própria virtude! O tempo assegura-te-á harmonia e vitória. O crente agiu em consonância com o ensinamento recebido e, por que prosperasse o encanto social na colônia, desposou uma jovem que lhe parecia responder ao ideal de ventura, no entanto, com o casamento vieram os filhos e os problemas. A alma da companheira sofria incompreensível divisão entre ele e os rebentos do lar que o crivaram de pezares e preocupações. Aflito, voltou à Amorosa Presença e solicitou:- Todo Compassivo, tenho minh’alma sangrando de sofrimento... Como proceder para encontrar o equilíbrio, junto da mulher e dos filhos que me deste?- Educa-os e alcançaras a bênção merecida, - disse-lhe o Abnegado Condutor. – Através de teus próprios exemplos, usa a boa vontade e a renúncia e atingirás, um dia, o fruto de preciosa compreensão. O trabalhador desceu à Terra e atendeu à advertência. Contudo, com o crescimento da família, multiplicada agora em lares diversos, notou que os parentes padeciam, desarvorados, a visitação da enfermidade e da morte. Agoniado, compareceu diante do Senhor e implorou:- Protetor Infatigável, estou conturbado, em pavoroso desalento... Os corações que me confiaste tremem de angústia e medo, ante a ventania gelado do túmulo... Que fazer para consolá-los e obter-lhes conformação?- Educa-os para a vida, cujas provas são lições de subido valor – respondeu-lhe o Mentor Celeste. – Ensina-lhes que a doença é um gênio benfazejo e que o sepulcro é passagem para a imortalidade triunfante. Revela-lhes, porém, semelhantes verdades com a tua própria demonstração de coragem e submissão incessante à Infinita Sabedoria. O homem tornou ao seu campo de luta e devotou-se à tarefa que lhe cabia com humildade e bom ânimo. Quando o tempo lhe enrugou a face, alvejando-lhe os cabelos, fatigado ao peso das responsabilidades que trazia no coração, procurou o Senhor e implorou em lágrimas:- Fiador de meus dias, compadece-te de mim!... Meu corpo agora é um instrumento cansado, sinto frio em meus ossos!... Tenho saudades de ti, Senhor!... Que fazer para transferir-me, em definitivo, para o Céu?- Educa-te e raiará para teu espírito a luminosa libertação, educa-te e o próprio mundo te elevará à glória suprema da vida espiritual!- Senhor, - ponderou o fiel devoto – ensinaram-me na Terra que fora da caridade não há salvação e sempre respeitei a caridade, executando-te as ordens divinas... Ter-se-iam enganado os teus mensageiros no mundo?O Mestre sorriu e obtemperou:- Os emissários celestiais não se equivocaram na afirmativa. Realmente, fora da caridade não há salvação, mas fora da educação não há caridade bem conduzida...E por que o crente meditasse em lacrimoso silêncio, o Senhor concluiu:- A caridade é a chave que abre as portas do Céu, mas a educação é o grande caminho que conduz até ele...Foi então que o aprendiz leal voltou às obrigações que lhe competiam no mundo e consagrou o resto da existência ao serviço de educar-se, com o que passou a educar os outros com mais segurança.

do Livro: Relatos da Vida - Psicografia Francisco C. Xavier - Espírito Irmão X.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

CADA AVE NO SEU NINHO


O mal reside na furna da ignorância.
O ódio respira nas trincheiras da discórdia.
A inveja mora no deserto da insatisfação.
A tristeza improdutiva desabrocha no abismo do desânimo.
A perturbação cresce no precipício do dever não cumprido.
O desequilíbrio desenvolve-se no despenhadeiro da intemperança.
A crueldade nasce no pedregulho da dureza espiritual.
A maledicência brota no espinheiral da irreflexão.
A alegria reside no coração que ama e serve.
A tranqüilidade não se aparta da boa consciência.
A fé reconforta-se no templo da cofiança.
A solidariedade viceja no santuário da simpatia.
A saúde vive na submissão à Lei Divina,
O aprimoramento não se separa do serviço constante.
O dom de auxiliar mora na casa simples e acolhedora da humildade.
Cada ave no seu ninho, cada coisa no seu lugar.
Há muitas moradas para nossa alma sobre a própria Terra.
Cada criatura vive onde lhe apraz e com quem lhe agrada.

Procuremos a estrada do verdadeiro bem que nos conduzirá à felicidade perfeita, de vez que, segundo o ensinamento do Evangelho, cada espírito tem o seu tesouro de luz ou o fardo de sombra, onde houver colocado o próprio coração.

(livro: Construção do Amor - Francisco C.Xavier/Emmanuel)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O GRANDE HOMEM



É tranquilo, calmo, paciente, não grita, nem desespera. Pensa com clareza, fala com inteligência, vive com simplicidade. É do futuro, não do passado. Sempre tem tempo. Não despreza nenhum ser humano. Não é vaidoso. Como não anda à cata de aplausos, jamais se ofende. Possui sempre mais do que julga merecer. Está sempre disposto a aprender, mesmo das crianças. Vive dentro de seu próprio isolamento espiritual, onde não chega nem o louvor nem a censura. No entanto, seu isolamento não é frio: ama, sofre, pensa, compreende. O que você possui, dinheiro e posição social, nada significam para ele. Só lhe importa o que você é. Não despreza a opinião própria, no entanto, valoriza a de outrem e quando preciso, tão depressa verifica o seu erro. Respeita somente a verdade. Tem mente de homem e coração de menino. Conhece-se a si mesmo, tal qual é. O PAI e NOSSO IRMÃO MAIOR o abençõe.
EssenciaDeAmor
22102008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PSICOGRAFIA - SINAIS/OLHEM E VEJAM


São lampejos a riscar os céus do presente, anunciando a tormenta que se abate. As nuvens carregadas de pesadas energias por largo tempo retidas necessitam se descarregar, purificando o ar viciado, fazendo-o límpido e respirável. Não podemos aguardar um amanhecer luminoso sem que se dissipem as pesadas cadeias dos males. Irmãos! O amanhã vem para todos, inapelavelmente. Mas para tanto, é preciso depurar sentimentos e resgatar débitos. A tormenta furiosa precede o recomeço auspicioso. É preciso saber enxergar através da densa cortina da chuva para vislumbrar a restauração do equilíbrio e da paz. Recebam com paciência e sem esmorecimento as dificuldades da hora. Confiemos em Deus como nunca, depositando nele toda esperança, pois que conhecemos o destino de bem reservado a todos. A oração não pode ser esquecida, fervorosa e sentida, pois que ela repele o mal e atrai o bem, votemos ao irmão atormentado nosso carinho, envolvendo-o em vibrações suaves e refazedoras. O amor pode muito e foi por ele que o Cristo veio ao mundo oferecer o sacrifício do seu exemplo. Não temam, não tremam, não existe o mal, apenas a ignorância e a dor. Aceitemos o preço do resgate por justiça devida. A casa deve estar empenhada no amparo aos irmãos, continuem, amados, a trilhar a senda que Jesus traçou. Abracemo-nos como irmãos que muito se amam. Que o vulto de Jesus esteja sobre nós, peregrinos na escola da fé e do amor.
Carlos. Psicografia recebida em Reunião Mediúnica no CETJ em 12/10/2007

Olhem e Vejam. “Os olhos caminham como o pensamento e precisamos fazer com que eles possam, de fato, mirar no horizonte próspero da perfeição”. Não é mais tempo de arrancar os vossos olhos mas glorificar a oportunidade de olhar e ver. É tempo de ver. Abram os olhos e vejam! Fiquem em paz! Otacílio. Psicografia recebida em Reunião Mediúnica no CETJ em 07/01/08

Psicografia - Sinais / Olhem e Vejam-Enviado por:Hildeberto_Azevedo 02/10/2008

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O ESPÍRITA CRISTÃO NO MUNDO ATUAL


Mensagem de Bezerra de Menezes

Filhos e filhas do coração!

As nobres conquistas da Ciência ergueram a criatura humana ao elevado patamar da inteligência.
A tecnologia de ponta alargou-lhe os horizontes no macro e no microcosmo.

É necessário, no entanto, que o ser humano, deslumbrado pelas conquistas de fora, não esqueça das conquistas sublimes do seu mundo interior.
A sociedade voluptuosa avança esmagando as outras culturas através das denominações nacionais.

Armado para a beligerância o mundo confirma fronteiras e, a cada momento estouram rebeliões.
Aqueles que conhecemos Jesus, no entanto, deveremos respeitar as fronteiras geográficas, sim, mas, considerar as fronteiras espirituais e nos integrarmos no trabalho do amanho da terra do sentimento, através da abnegação e do amor.

Não mais interrogações injustificáveis a respeito da volúpia e do prazer transitórios.
Chega o momento do amadurecimento interno, enriquecedor, para que realmente a felicidade permaneça em nosso mundo íntimo ajudando-nos a entesourar os dons que prosseguem eternamente.

Vossos guias espirituais ouvem os vossos apelos. Recebem as vossas súplicas e vêm, pressurosos, atender-vos.
Nada obstante, muitas vezes, enclausurados na revolta, no ressentimento não lhes permitis a comunicação ideal para as soluções de que tendes necessidade.

Dulcificai-vos, abrandai esses impulsos estimulados pelas propostas da mídia desvairada, compadecendo-vos das vítimas, sem vos esquecerdes dos algozes.
Quando alguém delinqüe cometendo um crime, às vezes, hediondo, e a fúria se vos instala, desejando linchamento, morte, justiça, considerai que o perverso é profundamente infeliz, que o sicário de vidas é um doente interno, no qual predomina a herança primitiva da barbárie.

Como podiam os carrascos nazistas matar no campo de concentração e, chegar em casa sorridentes, afetuosos, bons esposos e bons pais?
Essa fragmentação da psique fazia que uma área do cérebro lhes desse a visão de estarem agindo corretamente, tanto nas câmaras de extermínio, nas experiências científicas perversas, como no doce aconchego da família.

Foi para fortalecer o anjo que existe em nós que Jesus veio.
Não permitamos que esse anjo se debilite ante os impactos das circunstâncias perturbadoras do momento.
A Sua proposta é de que tenhamos vida e vida em abundância.Vida em abundância é Amor!

Nunca será demasiado repetirmos a necessidade do Amor na construção do ser novo que se dirige para Deus.
Médiuns, que todos somos – do Bem ou das aflições; da Verdade ou da ignomínia - busquemos a sintonia perfeita com Jesus e nos entreguemos às Suas mãos, porque, na condição de Pastor de Misericórdia, guiar-nos-á no Seu rebanho ao aprisco da paz.

Que Deus vos abençoe, meus filhos.
É o que vos deseja, o servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra.


[1] - Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao término da conferência pública realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de agosto de 2008.

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

CONVERSA DA MÉDIUM IRENE MACHADO COM O DR. SCHUBERT(Espírito)-01/09/2008


Hoje se discute sobre as células-tronco e, no momento, o assunto palpitante é se a mãe tem o direito de abortar seu filho com anencefalia. Como sabemos, a ocorrência de anencefalia — ausência total ou parcial do encéfalo nos fetos — é mais comum no Brasil do que se imagina. O que o irmão, como médico e cientista, pode falar-nos sobre o assunto?

O Espiritismo deve seguir as metas propostas pelos codificadores. Ninguém tem o direito de alterar o que está grafado em O Livro dos Espíritos e nele encontramos, no Capítulo I, item 59, o real pensamento da filosofia espírita. No final deste capítulo lemos: "As idéias religiosas, longe de perderem alguma coisa, se engrandecem, caminhando de par com a Ciência. Esse o meio único de não apresentarem lado vulnerável ao ceticismo." Hoje, vemos ditos religiosos ostentando bandeiras, comparecendo a audiências públicas, dizendo-se defensores da vida. Não seria mais prudente esses irmãos, que se dizem seguidores do Cristo, procurarem unir-se em prol do crescimento moral da Humanidade, deixando para as autoridades competentes o dever dessa tarefa e os religiosos se unirem para o crescimento da ética, do amor e da moralidade?

Que busquem trabalho nas suas casas religiosas, levantando paredes, primando pela limpeza física e espiritual, tornando suas paróquias, templos e casas espíritas tabernáculos de Deus, lutando por um mundo sem miséria, sem drogas, sem violência. Olhem os tabernáculos, que deveriam ser de Deus, e que hoje muitos deles mais parecem bolsa de valores. Transformem suas casas religiosas em pontos de luz para os que vivem em trevas. Que se unam as religiões em prol da vida, dando à família a orientação de como devam educar a criança desde o berço. Esta deve ser a missão de uma casa religiosa: iniciar o fortalecimento do exército do Cristo, porém sem armá-lo com pedras pontiagudas atiradas em direção a crenças diferentes da sua. Não, isso não. A união deve ser em prol da fé, contra os inimigos do Cristo, que, com facilidade, estão aprisionando crianças, jovens e adolescentes.

Antigamente, as religiões ajudavam as famílias a educar seus filhos. Hoje, muitos delas estão preocupadas em tornar lotadas as suas igrejas e não é esse o propósito de Jesus. Ele não veio para atacar, mas para ensinar, e hoje deve olhar seus ditos seguidores e perceber que estão com sérios problemas auditivos, pois vivem gritando o Seu nome — parece que para eles próprios escutarem — mas nada estão fazendo pela vida, por uma vida melhor no planeta, hoje estão agredido pela falta de moralidade e de respeito à paz.

Por que não se unem as religiões por um mundo de amor? Se educarmos a criança, ela será um jovem cristão, e se encontrar o Cristo, não vai se drogar, matar, prostituir. Por que os "donos" das religiões não acordam desse torpor em que estão vivendo, querendo ornamentar suas casas, lotá-las de adeptos, mas sem colocar o amor no coração do homem, juntamente com a fraternidade? Quem se diz seguidor do Cristo não despreza os que freqüentam sua igreja. Um verdadeiro cristão vê irmãos em todos os seres criados por Deus.

Preocupa muito a nós, espíritos, a falta de fraternidade não só de uma crença para com outra, porém ainda mais entre os espíritas, que deveria formar um grande exército do Cristo, pois a Doutrina Espírita é orientada pelo Alto. Os espíritos é que deveriam elucidar os encarnados e hoje muitas casas espíritas rejeitam as orientações dos espíritos, seguindo apenas suas próprias vaidades. Não compreendemos por que alguns espíritas atacam os próprios espíritas. São inquisidores cruéis, só não queimam alguns livros talvez por preguiça, pois preferem o ataque cruel das palavras. Com tantas dificuldades com as quais hoje vive a sociedade, algumas dessas casas espíritas ainda desejam apenas doutrinar espíritos, correndo atrás dos fantasmas, esquecendo de dar leite e mel para alguns de seus freqüentadores, que estão vivendo na miséria.

Dizem alguns ditos grandes espíritas: "lutamos pela pureza doutrinária" ou "o Espiritismo não tem dogma, altar, líder religioso, paramento". Como eles têm coragem de dizer isso, se mais parecem autoridades da fé, que sequer cumprimentam os que freqüentam suas casas ou visitam outras casas espíritas, julgando-as anti-doutrinárias? Não sabemos que doutrina professam; a nossa, a codificada por Allan Kardec, certamente não é. Nossa Doutrina Espírita é translúcida e nela não há lugar para falsos profetas, seres orgulhosos e pseudosábios que desejam ser os donos da verdade. Enquanto essas ditas casas espíritas brigam entre si, presenciamos uma sociedade doente e a humanidade cada vez mais materialista: lares ruindo, crianças pulando etapas, jovens se prostituindo e iniciando suas relações sexuais muito cedo. Enquanto alguns ditos espíritas só sabem criticar os próprios espíritas, eles não notam que seus próprios filhos nada conhecem de Doutrina; que seus filhos e netos consomem álcool e vivem nas baladas, vestindo-se não como futuros homens e mulheres de bem. Porém, infelizmente, eles, os falsos espíritas, não estão preocupados com a família humana, com os filhos de Deus, que têm de lutar para permanecer no planeta azul. Não. A preocupação deles é fazer belas palestras, elogiadas e aplaudidas; é comparecer a congressos nos quais seus nomes aparecem em letras garrafais: doutor em filosofia, médico, teólogo, engenheiro etc., enquanto o que deveríamos ver era somente uma ficha, na qual estivesse escrito: trabalhador de Jesus.

Desculpe, irmã, o rumo que tomou nossa conversa, mas para responder à sua pergunta tivemos de abordar este assunto: a falta de amor ao Cristo. Um seguidor do Cristo tem de servi-Lo com lealdade, nunca com vaidade. No Antigo Testamento encontramos, em Ezequiel, Cap. 2: "O profeta recebe a sua missão", v. 2: "Logo que ele me falou, entrou em mim um espírito e eu me pus em pé." No verdadeiro espírita, o espírito entra em seu coração e ele se põe em pé e sai a semear amor, jamais em busca de aplausos. Se ele deseja se tornar um espírita verdadeiro, estuda, e muito, O Livro dos Espíritos, e quem estuda e se alimenta das palavras dos espíritos não vai contra a Ciência, porque nosso querido e amado Allan Kardec com mestria afirmou: o Espiritismo deve caminhar lado a lado com a Ciência. Ele jamais deverá desejar ultrapassá-la ou ir ficando para trás, pregando o fanatismo doente e ignorante. Se a Ciência provar que as células-tronco irão melhorar a condição de vida do homem, quem é o Espiritismo para ir contra o progresso? O Alto tem o poder infinito de Deus, Ele é o nosso maior Comandante. A Terra está evoluindo na parte física, porém, como o homem está dificultando o avanço moral da Humanidade! Mas Deus está atento e não permitirá, como Autoridade que é, que o homem destrua Suas obras, e a mais importante delas é o ser, o espírito.

Na qualidade de estudioso, não sou contra nem a favor das células-tronco, contudo, oro pela felicidade e pela saúde de cada encarnado e confio na Ciência. Os cientistas são mensageiros de Deus que trabalham para o progresso do planeta e devemos respeitá-los. Para julgá-los devemos olhar o progresso da tecnologia. Alguns a usam para o mal, mas todos os avanços que o progresso trouxe à Humanidade são bênçãos com as quais Deus nos presenteia. Quanto ao nascimento ou não dos fetos anencéfalos, só podemos dizer: eduquemos o homem e ele não praticará a injustiça.

A Terra está girando em uma seqüência alucinante: é o planeta que se aproxima da fase de regeneração e junto a toda essa preparação estão chegando os avanços da tecnologia. É o progresso, mas junto a ele também está presente o materialismo do homem, sua ignorância sobre a própria vida e os seus compromissos reencarnatórios. Hoje, o homem só deseja crer naquilo que seus olhos divisam. Muitas famílias acordam e chegam à noite como se animais fossem, completamente sem Deus, sem amor, sem respeito aos semelhantes. O progresso aí está e, com ele, a Ciência vai ficando cada vez mais poderosa. Seria bom se o homem a acompanhasse, mas isso não ocorre, e aí nos deparamos com fatos que não sabemos ser certos ou errados, como o caso dos fetos anencéfalos, que hoje nascem no Brasil um a cada três horas.

Ontem, anos atrás, a genética tinha condição de nos fornecer esses dados? Claro que não. Daqui a alguns anos a mulher continuará a mesma, seu corpo não mudará, será tudo o mesmo método: fecundação, gestação e parto, o qual atualmente está bem mais confortável, apesar de ainda desencarnarem muitas mulheres nos partos. A Ciência receberá do Alto elucidações para saber as características genéticas do feto e a mãe poderá escolher não somente o sexo, mas a cor dos olhos, dos cabelos etc. E daí, se daqui a alguns anos começarem a nascer somente crianças de olhos azuis? As religiões, as autoridades, todos terão de levantar bandeiras em protesto. Não acham melhor educarmos a família, a garotinha voltar a brincar com boneca, em vez de estar nos salões fazendo unhas, cabelos e limpeza de pele? Será que essas meninas precoces terão forças suficientes, serão amanhã grandes mulheres para defender seus filhos, ou o farão apenas por suas capacidades ou pela beleza física? Será que os defenderão com toda a força que possuem, com coragem, com a maior arma que Deus nos deu: o amor? A verdadeira mulher, aquela que tem alma e coração, que desde tenra idade foi educada para louvar a Deus, será que essa mulher abusará do progresso e pedirá para ter somente filhos louros, cabelos lisos, pele rosada, olhos azuis? Ou, dada sua educação divina, ela, antes de tudo, será Mulher com M maiúsculo, e não apenas um corpo feminino com coragem suficiente para opinar corretamente? Essas garotinhas de salão de beleza, as jovens que têm agendas do "fiquei", as moças que colocam piercing e que ganham olimpíadas do sexo, esse tipo de mulher é que deve assustar os religiosos e os espíritos. Sim, essas mulheres estão brincando com o progresso.

A cada ser Deus presenteou com a individualidade e o livre-arbítrio, portanto, deve ficar nas mãos da mulher o direito da vida ou da morte. Que os religiosos voltem para suas paróquias, para seus templos e para suas casas espíritas, porque infeliz daquele que negligenciar as leis de Deus. Cada casa religiosa e cada lar tem por dever educar a criança, o jovem e o adolescente, alertando o homem de que o Espírito é eterno, mas que a veste física é frágil e teremos de devolvê-la um dia. Tenhamos cuidado com nossos atos. Que não só coloquemos a responsabilidade para as autoridades julgarem, mas que tenhamos igualmente o bom senso para arcar com as responsabilidades dos nossos atos. Assim é a lei.

Matéria gentilmente enviada pelo Dr. Professor Jorge Hessen.

domingo, 5 de outubro de 2008

A DOR DO MUNDO EM MIM


A dor do mundo me corrói
A violência do mundo me maltrata
O mundo pesa em minhas costas

Cada criança faminta é uma faca enfiada em meu peito
Cada idoso triste
Cada órfão da AIDS
Cada criança desnutrida
Cada analfabeto
Cada crueldade
Cada morto no Iraque
Cada jovem ou criança na guerra
Cada flagelado da África
Cada mutilado por minas terrestres
Cada criança trabalhando
Cada favelado do Brasil
Cada criança fora da escola
Cada desrespeito
Cada maldade
Cada indigente índio
Cada pessoa que sofre ou que morre sem assistência adequada nos hospitais brasileiros.
Cada quilombola sem terra
Cada sem-teto
Cada indiferença
Cada discriminação
Cada mulher espancada
Cada criança abusada sexualmente ou psicologicamente
Cada criança que apanha dos pais
Cada acidente no trânsito.

A dor do mundo devia ser de todos
Quando cada árvore é derrubada
Cada rio é poluído
Cada casa cai
Cada onda cobre
Cada furacão passa
Cada vulcão derrama
Cada animal é maltratado ou sacrificado
Cada homem ou bomba explode
Cada arma mata
Cada vida é sacrificada.
A dor do mundo me angustia, me estressa e me adoece e por vezes até me paralisa.

Viajando encontrei um pacifista mexicano, que já percorreu a pé dezenas de países e ao lhe perguntar o que fazer para melhorar o mundo e curar a dor do mundo que havia em mim, ele me disse: “Daniela, você precisa aceitar o mundo como ele é, esse é o primeiro passo pra ter força pra modificá-lo”.
Ouvir essa frase foi fundamental para eu entender que o estresse causado pela dor do mundo em mim mina minhas energias e que eu preciso aceitar o mundo como ele é e que preciso exercitar a resiliência e a paciência.

Para curar a dor do mundo em nós, é preciso aceitação.
Mas para mudar o mundo, com certeza é preciso muito amor.
O sociólogo e amigo Betinho me dizia: "Não podemos perder a indignação".
--- --- ---
Todo dia é dia de mudar o mundo, e é o que acredito a maioria das pessoas deseja, mas não sabe como conseguir. A paz é um sonho da maior parte da humanidade e somos parte do Todo, mas não adianta somente sentir a dor do mundo e se sensibilizar com ela ou com os problemas sociais, é preciso agir e fazer o que está ao nosso alcance.

Quando estava escrevendo esse texto ouvi essas frases, atribuídas a São Francisco de Assis:

Dai-me coragem para mudar o que é possível mudar
Dai-me paciência para aceitar o que eu não posso mudar
Dai-me discernimento para distinguir entre uma coisa e outra.
--- ---
Daniela Mercury

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

MENSAGEM DE MAHATMA GANDHI

CREIO

Creio em mim mesmo.

Creio nos que trabalham comigo.

Creio nos meus amigos.

Creio na minha família.

Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos.

Creio nas orações e nunca fecharei os meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam como eu acredito.

Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende de sorte, de magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe.

Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar.

E, assim sendo, serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo.

Não caluniarei aqueles que não gosto, não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem, prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo aos outros e necessito de perdão.

Mahatma Gandhi

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

AS PORTAS CELESTES


O grupo de desencarnados errava nas esferas inferiores. Integravam-no alguns cristãos de escolas diversas, estranhando a indiferença do Céu...

Onde os Anjos e Tronos, os Arcanjos e Gênios do paraíso, que não se aprestavam para recebê-los?

Em torno, sempre a neblina espessa, a penumbra indefinível. Onde o refúgio da paz, o asilo de recompensa?

Longos dias de aflição, em jornadas angustiosas...

Depois da surpresa, a revolta; após a revolta, a queixa. Finda a queixa, veio o sofrimento construtivo e com esse surgiu a prece.

Em seguida à oração, eis que aparece a resposta. Iluminado mensageiro, em vestidura resplandecente, desafia a sombra da planície, fazendo-se visível em alto cume.

Prosternam-se os peregrinos à pressa. Seria o próprio Jesus? Não seria?

Ante a perturbação que os acometera, o emissário tomou a palavra e esclareceu, fraterno:

– Paz em nome do Senhor, a quem endereçastes vosso apelo. Vossas súplicas foram ouvidas.

Que desejais?

– Anjo celeste – falou um deles –, pois não vês?!... Estamos rotos, exaustos, vencidos, nós, que fomos crentes fervorosos no mundo. Onde se encontra o Redentor que não nos salva, o Príncipe da Luz, que nos deixa em plena treva? Que desejamos? nada mais que o prêmio da luta...

Não pôde prosseguir. Ondas de lágrimas invadiram-lhe os olhos, sufocando-lhe a garganta e contagiando os companheiros que se desfizeram em pranto dorido.

O preposto do Cristo, contudo, manteve-se imperturbável e considerou:

– A Justiça Divina nunca falhou no Universo.

– Ah! mas nós sofremos – replicou o interlocutor aliviado – e certamente somos vítimas de algum esquecimento que esperamos seja reparado.

O ministro de Jesus não se deixou impressionar e voltou a dizer:

– Vejamos. Respondei-me em sã consciência:

Quando encarnados, amastes a Deus, sobre todas as coisas, com toda a alma e entendimento?

Se estivessem à frente de autoridade comum, provavelmente os interpelados buscariam tergiversar, fugindo à verdade. A luz divina do emissário, porém, penetrava-lhes o âmago do ser. Decorrido um instante de pesada expectação, informaram todos a um só tempo:

– Não.

– Considerastes os interesses do próximo como se vos pertencessem?

Novo momento de luta íntima e nova resposta sincera:

– Não.

– Negastes a personalidade egoística, suportastes vossa cruz e seguistes o Mestre?

– Não.

– Colocastes a Vontade Divina acima de vossos desejos?

– Não.

– Fizestes brilhar em vós, na Terra, a luz que o Céu vos conferiu?

– Não.

– Auxiliastes vossos inimigos, orastes pelos que vos perseguiram, ministrastes o bem aos que vos caluniaram e dilaceraram?

– Não.

– Perdoastes setenta vezes sete vezes?

– Não.

– Fostes fiéis ao Pai até ao fim?

– Não.

– Vencestes os dragões da discórdia e da vaidade?

– Não.

– Carregastes as cargas uns dos outros?

– Não.

O mensageiro fixou benevolente gesto com as mãos e, mostrando olhar mais doce, observou, depois de comprida pausa:

– Se em dez das lições do Divino Mestre não aprendestes nenhuma, com que direito invocais o seu nome? Acreditais, porventura, que Ele nos tenha ensinado algo em vão?

Os infortunados puseram-se a chorar, com mais força, e um deles objetou:

– Que será de nós? quem nos socorrerá, se tínhamos crença verdadeira?!...

– Sim – tornou o representante do Cristo –, não contesto. Entretanto, como interpretar o possuidor do bom livro que nunca lhe examinou as páginas? Como definir o aluno que gastou possibilidades e tempo da escola, sem jamais aplicar as lições no terreno prático?

– Oh! anjo bom, contudo, nós já morremos na Terra!... – acrescentou a voz triste do irmão desencantado, entre a aflição e a amargura.

O mensageiro, porém, rematou com serenidade:

– Diariamente, milhões de almas humanas abandonam a carne e tornam a ela, no aprendizado da verdadeira vida. Quem morre no mundo grosseiro perde apenas a forma efêmera. O que importa no plano espiritual não é o “interromper” ou o “recomeçar” da experiência e, sim, a iluminação duradoura para a vida imortal. Não percais tempo, buscando novos programas, quando nem mesmo iniciastes a execução dos velhos ensinamentos. Aprendiz algum tem o direito de invocar a presença do Mestre, de novo, antes de atender as lições anteriormente indicadas. Voltai e aprendei! Não existe outro caminho para a distração voluntária.

Nesse mesmo instante, o enviado tornou ao plano de onde viera, enquanto os peregrinos, ao invés de prosseguirem viagem para mais alto, obedeciam ao impulso irresistível que os conduzia para mais baixo.

Do livro: Pontos e Contos. Pelo Espírito Irmão X. - Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

DIANTE DA PERFEIÇÃO


Sede perfeitos como nosso Pai celestial. Esta foi a advertência do Cristo aos nossos corações de aprendizes. Todavia, à maneira de quem contempla estrela longínqüa, sabemos quão imensa é a distância que nos separa da meta.

Impedimentos, compromissos e inibições caminham ainda em nosso íntimo, vindos do nosso ontem. Sob essa influência, asfixia-se, a cada momento de hoje, nosso anseio de movimentação para a luz.

Por certo ainda nos situamos muito longe do justo aprimoramento que nos integrará na Excelência Divina. Mas, é imperioso começar a grande romagem, oferecendo ao avanço as melhores forças de que dispomos.

Ninguém lhe exige que seja de imediato o exemplo do amor que o Mestre nos legou. Mas você pode ser, desde agora, o cultor da compreensão e da gentileza dentro da própria casa.

É inviável pedir-lhe a renúncia integral aos bens que enriquecem seus dias terrestres. Entretanto, você pode doar, de improviso, a migalha do que lhe sobra ao conforto doméstico.

Sem abrir mão de tudo, você certamente pode ofertar um pouco para auxiliar os companheiros necessitados.

Não se espera que você desempenhe, ainda hoje, o papel de herói na praça pública. Mas está ao seu alcance calar, de imediato, a palavra maldosa que chicoteia seus semelhantes.

Ninguém aguarda que você seja o remédio para todas as doenças. Todavia, está ao seu alcance ser o enfermeiro diligente, balsamizando as úlceras dos enfermos relegados ao abandono.

Não há como lhe solicitar a realização de prodígios, em manifestações prematuras de fé. Contudo, você pode ser, sem delongas, o reconforto que ampare os que atravessam os maus momentos do caminho.

Pensemos no exemplo da semente e aprendamos a começar. A planta ontem era simples promessa. Hoje ela é a garantia do pão que nos supre a mesa.

As maiores e as mais famosas viagens iniciam-se com um passo. Esforcemo-nos por fazer o melhor ao nosso alcance, desde agora.

A perfeição será uma conseqüência natural dos primeiros esforços. Embora a jornada seja longa, é preciso iniciá-la em algum momento.

Protestos de inferioridade, com o fim de protelar a marcha, são apenas desculpas. Embora o autoconhecimento seja uma virtude, a falsa modéstia e a preguiça não o são.

Somos herdeiros do Universo, em nossa qualidade de filhos de Deus. Todas as virtudes dos anjos dormem em nosso íntimo.

Tesouros de luz e paz aguardam-nos no porvir. Mas é preciso que nos decidamos a conquistá-los.

Como o Reino dos Céus não se toma de assalto, ele deve ser diligentemente construído no seio das criaturas. Para isso não servem arroubos de misticismo.

É preciso esforço concentrado no bem, mediante o abandono de velhos hábitos e a conquista de virtudes. Mesmo que tal tarefa pareça inglória, a princípio, seu resultado invariavelmente aparece.

O que o ser humano não pode é, por considerar muito longo o caminho para o pai, recusar-se a dar os primeiros passos. Jesus afirmou que nenhuma das ovelhas que Deus lhe confiou se perderia. Conseqüentemente, deixar de realizar a jornada não é uma opção. Resta a cada qual decidir como a fará: se com boa vontade ou premido por chamados cada vez mais diretos e firmes.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. XVII do livro Nascer e renascer, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. GEEM.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O REINO DE DEUS


O Reino de Deus está dentro de nós. Como podemos querer riqueza maior? Muitos insensatos esquecem tal riqueza e visam somente os bens materiais, perecíveis e passageiros.

Tudo o que é da matéria deve servir à matéria. Não é errado querer uma existência digna e confortável. O errado é querer sempre mais e dar mais valor à matéria, esquecendo-nos da parte espiritual.

O desejo de posses é quase sempre o começo das desavenças. Desavenças transformam-se em ódio, guerra. Um ofende, outro revida e todos esquecem o ensinamento de Jesus que recomenda perdoar e esquecer. Quem não perdoa sofre. Quem não pede perdão com sinceridade sofre ainda mais. Quando não há perdão, o ódio se fortalece e muitas obsessões têm início. A vingança liga as pessoas em sofrimento, porque quase sempre um ofende e o outro não perdoa.

A misericórdia nos ensina a perdoar e tudo fazer para não precisar pedir perdão. Devemos agir com os outros como queremos que ajam conosco.

Quando entendemos que o Reino de Deus está em nós, não nos ofendemos por nada, compreendemos todas as atitudes de nossos irmãos, amando o ofensor. Do mesmo modo, se estamos cientes da presença de Deus no próximo, não ofendemos.

Pensemos, amigos, que a vida continua, não achemos que somos sobreviventes à morte do corpo físico. Raciocinemos e passemos a dar valor àquilo que é verdadeiro, aos espíritos, aos ensinos de Jesus, à Doutrina Espírita que nos faz compreender a Vida. Amemos Deus em nós e em todos.

Pelo Espírito: ANTÔNIO CARLOS
Psicografia: VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO
Do livro: SEJAMOS FELIZES

domingo, 14 de setembro de 2008

O HOMEM TRISTE




Você passou por mim com simpatia, mas quando viu meus olhos parados indagou em silêncio o porque vagueio pelas ruas.

Talvez por isso apressou o passo, e ainda que eu quisesse chamar, a palavra desfaleceu na boca.

É possível que você suponha que eu desisti do trabalho, no entanto ainda hoje bati de porta em porta em vão.

Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar o pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade.

Outros, desconhecendo que vendi minha melhor roupa para aliviar a esposa enferma, me despediram apressados, crendo que fosse eu um vagabundo sem profissão.

Não sei se você notou quando o guarda me arrancou da frente da vitrine, a gritar palavras duras, como se eu fosse um malfeitor vulgar. Contudo, acredite, nem me passou pela mente a idéia de furto.

Apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçar com fome, quando retorno à casa.

Talvez tenha observado as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando que eu fosse um bêbado, porque eu tremia, apoiado ao poste.

Afastaram-se todos com manifesto desprezo, mas não tive coragem de explicar que não tomo qualquer alimentação há três dias.

A você, todavia, que me olhou sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me ofereça em nome do Cristo que dizemos amar, e peço para que me restitua a esperança, a fim de que eu possa honrar com alegria o dom de viver.

Para isso, basta que se aproxime de mim sem asco, para que eu saiba apesar de todo meu infortúnio que ainda sou seu irmão.

Vamos refletir...
Essa é a mensagem de um homem triste, quiçá como tantos que vemos perambulando pelas ruas.

É bem verdade que alguns são de fato pessoas que se comprazem na ociosidade.

Todavia há os desafortunados que apesar de trabalhar a vida toda, não puderam ajuntar moedas para o sustento próprio e da família, e que chegada a madureza, são condenados pela sociedade a viver como réprobos, embora sejam pessoas dignas.

É comum observarmos homens e mulheres puxando um carrinho de papéis e outros objetos recicláveis, para prover o próprio sustento.

São nossos irmãos de caminhada evolutiva, que não tem coragem de viver na mendicância, por isso trabalham com dignidade.

Muitos de nós, no entanto, nos enfadamos com essas criaturas que atrapalham o trânsito com seus carrinhos indesejáveis.

O que não nos damos conta é que além do peso do carrinho, têm ainda que carregar sobres os ombros o peso da humilhação e do desprezo impostos por uma sociedade indiferente.

É verdade que todos nós estamos colhendo o que plantamos, e que aqueles que passam por essas situações precisam dessas experiências para crescerem espiritualmente.

Entretanto, são nossos irmãos, filhos do mesmo Pai Criador, e merecedores sem dúvida - no mínimo - do nosso respeito.

Se não os podemos ajudar, que não os atrapalhemos, jogando-lhes palavras amargas, nem menosprezando-os, dificultando ainda mais a sua caminhada.

Página do espírito Meimei, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã na noite de 11/11/1961, em Uberaba-MG.

"Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior." Autor Desconhecido.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

AOS MÉDIUNS


Que a paz do Senhor nos felicite os corações. Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes. Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir. Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados; ali, um companheiro aplica energias curadoras; além, um cooperador ensina o roteiro da verdade; acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações. Contudo, é o mesmo poder que opera em todos. É a divina inspiração do Cristo, dinamizada através de mil modos diferentes por reeguer-nos na condição de inferioridade ou de sofrimento ao titulo de herdeiros do Eterno Pai. E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama o titulo convencional do mundo qualquer que seja, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar benefícios na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade.

Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale a consagração do trabalhador à caridade legítima, e cujo exercício todas as realizações sublimes da alma podem ser encontradas. Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros; quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.

Dar para receber. Auxiliar para ser amparado. Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a divindade do amor. Eis a lei que impera igualmente no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de Vida Eterna. Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxilio mútuo.

Nesse terreno, portanto, há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as bênçãos da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a sua aplicação no esforço da sementeira. A tarefa pede fortaleza no serviço com ternura no sentimento. Sem um raciocínio amadurecido para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno, para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.

Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e imprescindível se torna ao instrumento humano das Verdades Divinas armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado. Age, assim, com isenção de ânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de curar.

Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados convicto de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos. O lavrador semeia, mas é a Bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto. É indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpentes e os espinhos que povoam o chão.

Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralisasse os impulsos mais nobres, tão somente porque a opinião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.

Não importa que o templo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade. O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestiais sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abençoados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.

Não te apoquentes, meu irmão, e segue com serenidade. Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício. Mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvário acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se convertem em asas de luz para a alma livre na Eternidade.

Não desprezes a tua oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta. A carne é uma estrada breve. Aproveitemo-la sempre que possível na sublime sementeira da caridade perfeita. Em suma, ser médium no roteiro cristão é dar de si mesmo em nome do Divino Mestre, e foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.

Segue, assim, amando e servindo. Não nos deve preocupar a ausência da alheia compreensão. Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o Amigo Celeste nos ensinou, Que Ele nos proteja, nos fortifique e abençõe.
Espírito Bezerra de Menezes - do Livro: Vida e Caminho – Psicografia: Francisco C.Xavier – Espíritos Diversos

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

É MAIS FÁCIL ASSIM

É mais fácil ser sincero que fingir. É mais fácil ser verdadeiro que sustentar a mentira. É mais fácil agir que conviver com o arrependimento. É mais fácil fazer direito que voltar atrás e consertar.

É mais fácil planejar com antecedência que tentar recuperar o tempo perdido. É mais fácil alcançar a excelência que tolerar a mediocridade. É mais fácil viver com propósito e determinação que deixar que outros controlem sua vida.

É mais fácil acabar o trabalho agora que voltar a ele mais tarde. É mais fácil trabalhar com cooperação e respeito que com trapaças e brigas.

É mais fácil falar o que pensamos que conviver com a injustiça. É mais fácil perguntar e aprender que viver na ignorância.

Depois que tudo está dito e feito, a vida é mais fácil quando a vivemos como deve ser vivida: com propósito, honestidade, esforço, respeito, ética e foco.

sábado, 6 de setembro de 2008

COMUNICADO




Comunicamos a quem interessar possa, que nossas companheiras de ideal, Sras. Leila Tondato e Marisa Cenizio, ADMIN@ ,encontram-se licenciadas do nosso ambiente de estudos e preces, Cultivadores Da Paz e SEPA - Sala Espírita Palavra Amiga.